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Sistemas Multimédia

Para além da Internet, os exemplos mais comuns de sistemas multimédia surgem-nos em formato de CD-Rom, DVD ou aplicações on-line e combinam componentes de áudio e vídeo, de forma a criar aplicações interactivas que utilizam texto, som e gráficos (imagens paradas, animadas e sequências de vídeo). Por exemplo, uma base de dados multimédia de instrumentos musicais permite ao utilizador não só procurar textos sobre um determinado instrumento, mas também ver imagens que o retractam e ouvi-lo a tocar uma peça musical.

A novidade destes sistemas reside na interacção que proporcionam ao utilizador. Passa a haver uma sinergia maior na relação homem/máquina. Aquando da utilização destas tecnologias, ao formador cabe o papel de tutorar a aprendizagem – que passa a ser delineada ao estilo do próprio formando.

Actualmente existem diversas aplicações pedagógicas on-line, a que os formadores podem aceder, com contributos para o desenvolvimento das suas competências, eis alguns exemplos:
  • www.inofor.pt (no site do INOFOR, tem acesso a informação sobre a actividade dos formadores, a várias bases de dados, a informação dos “Centros de Recursos em Conhecimento”, bibliografias, etc).
  • www.iefp.pt (no site do IEFP, dispõem de informação relativa a emprego e formação profissional).
Cuidados a tomar quando concebemos sistemas multimédia:
  • traçar cuidadosamente os objectivos;
  • seleccionar as estratégias de formação a utilizar;
  • seleccionar os média mais adequados;
  • testar (nem que seja de forma virtual) o sistema concebido.
Principais vantagens decorrentes do uso de sistemas multimédia:
  • melhoria na qualidade da formação, pela adaptação às novas tecnologias;
  • aumento da motivação, devido à sua interactividade.
Principais desvantagens decorrentes do uso de sistemas multimédia:
  • exigem conhecimentos técnicos específicos tanto a formandos como a formadores;
  • requerem a existência de equipamento técnico com algumas especificidades;
  • requerem a intervenção de pessoas altamente especializadas, aquando da sua concepção;
  • custos elevados.
O COMPUTADOR
A utilização do computador na formação não se resume à navegação na Web. São inúmeras as vantagens que lhe são apontadas, em especial porque este instrumento tecnológico possibilita a aplicação de novas metodologias formativas:
  • facilidade no envolvimento do formando no processo de aprendizagem;
  • possibilidade de ser o formando a definir o seu ritmo de trabalho, ao possibilitar o acesso à informação de uma forma fragmentada;
  • interactividade do formando com a máquina, em especial com o recurso às ferramentas de hipertexto e hipermédia;
  • flexibilidade. O computador permite a navegação na Web, efectuar processamento de texto, realizar folhas de cálculo, bases de dados, apresentações electrónicas, etc….
  • motivação, provocada especialmente pela curiosidade e pelo aspecto lúdico proporcionado pelo computador.
O computador possibilita ainda:
  • a melhoria da qualidade dos trabalhos escritos;
  • o armazenamento dos trabalhos efectuados, com alguma facilidade;
  • o acesso fácil à informação armazenada;
  • a possibilidade de efectuar apresentações electrónicas;
  • a possibilidade de introduzir gráficos, cores e som à instrução.
As principais dificuldades na utilização do computador, advêm certamente da possível falta de conhecimentos da parte dos utilizadores (sejam eles formandos ou formadores), o que os impossibilita de rentabilizarem devidamente o uso deste poderosíssimo recurso.

A tecnologia DVD também pode ser utilizada a partir de sistemas informáticos. Basta para isso que o computador se encontre munido de um DVD-Rom. Estes leitores são capazees de ler a uma velocidade superior a 1Mega/seg. Existem discos de DVD-Rom de várias capacidades, que podem variar de 1,4 GB até 17 GB. Estes aparelhos lêem CD’s musicais e CD-Rom’s, tal como os vulgares leitores de CD-Rom.

Para que o computador consiga ler DVD’s terá que estar munido do software apropriado que permita descodificar o formato de vídeo MPEG-2 e o sistema de som Dolby Digital

TELEVISÃO
O uso da televisão tem vindo a progredir nas novas estratégias de formação. Além da tradicional utilização que lhe é dada na formação em sala, recorresse a este equipamento em videoconferências e em formas de ensino unilaterais, semelhantes aos da radiodifusão, como é o caso da Universidade Aberta – onde não existe interacção simultânea, isto é, o emissor ou locutor, não estabelece em tempo real, qualquer tipo de relação com os seus receptores.

HIPERTEXTO E HIPERMÉDIA
Hipertexto – assemelha-se a texto normal. A sua principal diferença reside na possibilidade de estabelecer ligações (links) dentro do documento e também para outros documentos. Para além dos formatos da Web, podemos encontrar esta forma de apresentação da informação em CD-Rom – como acontece, por exemplo, nas enciclopédias digitais à venda no mercado.
Hipermédia é hipertexto com uma diferença - para além de conter ligações para outros documentos de texto, contém também ligações a som, imagens e filmes. A hipermédia limita-se a combinar hipertexto com multimédia. Quando o formador selecciona manuais em formato CD-Rom ou sítios da Web, para indicar ao formandos como centros de informação, deve escolher aqueles que apresentem uma maior flexibilidade. Esta flexibilidade é importante para que o formando, ao consultar os materiais disponibilizados, se sinta confortável ao “navegar” através da extensa rede de relações. Considerando a hipermédia, como uma ferramenta de aprendizagem particularmente informal, podemos assumir que conduz a um elevado grau de motivação do formando, provocada pela variedade de elementos informativos que este vai encontrando na sua navegação pela rede.

VIDEOCONFERÊNCIA
Este sistema consiste em fazer chegar informação, em simultâneo, a diversos pontos remotos. Permite que, tanto formadores como formandos, intervenham nos seus papéis sem estarem sujeitos a grandes deslocações. Por serem sistemas remotos exigem a aplicação de estratégias pedagógicas interactivas, que levem os formandos a participar activamente. Incentivar a discussão sobre um tema, introduzir exemplos práticos, servir-se de experiências reais, são exemplos que poderão ser seguidos no sentido de aumentar a motivação.

Estratégias formativas no desenrolar de uma videoconferência
A- Expectativas
A expectativa natural do formando é a de que irá encontrar, neste tipo de sessão, algumas semelhanças com a radiotelevisão, o que o levará a ficar numa situação passiva. Há que reverter esta situação. Um comentário no início da sessão pode ajudar os formandos a entender como funciona este sistema. O formador terá que incentivar os formandos recorrendo a experiências activas. Começar uma sessão com uma discussão, ajuda a afastar a passividade.
B- Empenhar os formandos com variedade e interacção
Deve incorporar-se alguma variedade e dinâmica no seu processo para manter um elevado grau de interesse e motivação. Deve-se recorrer ao uso de imagens pertinentes ou sons para ilustrar os seus pontos de vista. Convidar outros especialistas nas matérias, reforça ideias e proporciona novas perspectivas sobre o assunto em análise.
C- Reduzir distracções
Ao fazer-se uso de alguma dinâmica, estar-se-á a contribuir para a redução de distracções. Deve fazer-se uso dos métodos e técnicas pedagógicas de que se tem conhecimento.
D- Encorajar o Diálogo
Deve criar-se actividades que levem os formandos a participar e a fazer uso da palavra.